A Administração Nacional de Segurança Troviária nas Rodovias dos Estados Unidos (NHTSA) abriu uma investigação formal para apurar falhas mecânicas no motor Ford 7.3L Godzilla V8. O procedimento abrange aproximadamente 50.000 unidades fabricadas nos anos-modelo 2021 e 2022, instaladas em veículos comerciais pesados como vans E-Series e chassis industriais.
A apuração ocorre após uma petição protocolada por proprietários de frotas relatar episódios severos de perda de potência em rodovias. Até o momento, o órgão regulador conduz análises preliminares para determinar se há um defeito de fabricação sistêmico, sem que exista um recall obrigatório emitido pela fabricante americana.
O documento enviado à NHTSA aponta que quedas na pressão do óleo em marcha lenta podem provocar desgaste prematuro nos roletes dos tuchos e nos lóbulos do comando de válvulas. Esse atrito excessivo danifica componentes internos cruciais, resultando em falhas severas que exigem a substituição completa do bloco do motor.
Relatos de operadores de frotas comerciais na Carolina do Norte indicam que motores apresentaram problemas graves com quilometragens variando entre 45.000 e 103.000 milhas. Além disso, a petição sugere que a montadora americana teria lançado atualizações de software para elevar a rotação em marcha lenta de forma discreta, sem notificar formalmente os consumidores sobre a intervenção preventiva.
Lançado no mercado norte-americano para a linha Super Duty, o propulsor V8 de 7.3 litros substituiu blocos mais antigos com arquitetura V10 e V8 de menor deslocamento. A mecânica ganhou popularidade pela proposta de simplicidade operacional frente às opções movidas a diesel, entregando potências que chegam a 430 cavalos nas picapes de uso rodoviário.
A mesma arquitetura mecânica equipa veículos comerciais e vans de grande porte voltados para o transporte de cargas e passageiros em frotas corporativas. Registros técnicos indicam que a fabricante revisou o número de peça da bomba de óleo em diversas ocasiões ao longo dos anos produtivos, embora alterações de projeto não eliminem dúvidas sobre a durabilidade das séries iniciais.
Motoristas e empresas que operam os modelos investigados devem monitorar o comportamento mecânico dos veículos e documentar eventuais manutenções corretivas. A recomendação de órgãos de defesa do consumidor é que frotistas que arcaram com custos de reparo guardem notas fiscais para eventual reembolso caso a montadora realize um chamamento oficial no futuro.
O impacto financeiro no mercado de revenda permanece incerto enquanto os peritos federais avaliam a extensão do problema. A ausência de um recall impede previsões exatas sobre prazos para reparos subsidiados ou reparações obrigatórias nas redes autorizadas da marca.
A investigação preliminar aberta pela NHTSA abrange aproximadamente 50.000 veículos comerciais fabricados nos anos-modelo 2021 e 2022, incluindo vans da série E e chassis industriais equipados com o motor Godzilla.
Nenhum recall ou ordem de reparo obrigatório foi emitido até o momento, pois a agência reguladora americana ainda está na fase de apuração para decidir se o defeito mecânico alegado justifica sanções.
Os proprietários relataram desgaste prematuro no comando de válvulas e nos tuchos causado por baixa pressão de óleo em marcha lenta, o que pode provocar perda súbita de potência e falhas catastróficas no motor.
Com informações de Portal de Notícias